sexta-feira, julho 22, 2005

ISTO É UM BLOG (EXPERIMENTAL...)
Querida S., não sei se já arranjaste dois segunditos para vir visitar a minha amostra de blog, mas queria dedicar um post singelo.
Este é só para ti!
Te Adoro-te!
P.

terça-feira, março 08, 2005

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Há precisamente um ano - bons tempos em que escrevia quase diariamente - 'postei' sobre o Dia Internacional da Mulher. Curiosamente, foi com esse escrito que recebi os primeiros comentários no meu blog, que por obra do acaso (leia-se incompetência técnica minha), consegui entretanto apagar.

Pois bem, sendo assim, não queria de deixar de registar uma vez mais a passagem deste dia, repetindo o que disse há doze meses.

Lugar comum ou não, e aproveitando o facto de que estou aqui, queria registar o dia e mandar um beijinho para todas as mulheres que enchem a minha vida (um deles mais do que especial...). Para não ser egoísta mando também um beijinho para aquelas que não enchem a minha vida, mas enchem a vida das outras pessoas.

P.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

JERÓNIMO SEM VOZ
Há muito que se desconfiava que os 'comunistas' estavam em vias de extinção. Esta noite, dia 15 de Fevereiro, veio a prova que faltava. A quatro dias das eleições o líder não-espiritual dos 'vermelhos' - os 'comunistas' e não os benfiquistas - Jerónimo de Sousa esteve no debate final na RTP... mas sem voz. Coitado, ainda se ausentou do estúdio para um tratamento relâmpago, mas dá ideia de que voltou ainda pior.

Vá lá, falemos sério por uma vez... valerá a pena manter a chama acesa do Partido Comunista Português? Se nem voz têm, como poderão encarar o futuro...

P.

DE NOVO PELA ESCRITA
Passou o Natal e nada escrevi...passou o dia 31 de Dezembro de 2004 e nada escrevi...passou o dia 1 de Janeiro de 2005 e nada escrevi...até o Carnaval já lá vai e nada escrevi. O estranho mesmo é que tenho imensa coisa para contar mas estou completamente sereno, quem sabe à espera do resultado das eleições de Domingo.

Só para dar uma ideia do que se tem passado comigo nos últimos tempos, ainda no último fim-de-semana visitei pela primeira vez um centro de Thalassoterapia.
O nome é pomposo, mas haviam de ver o recheio. Nem vos digo nem vos conto, mas deu-me a sensação de ter aproveitado mal a coisa. Em vez de relaxado, tenho a impressão que saí de lá mais cansado ainda. Se calhar foi excesso de nervosismo por ser a primeira vez.

Resultado: tenho de lá voltar para a 'prova dos nove'. Deus me livre de ficar com esta ideia de que os Spa's cansam as pessoas...
By the way...foi em Albufeira - Grande Real Santa Eulália Resort e Hotel Spa - ou melhor dizendo
www.hoteisreal.com
Obviamente, recomenda-se...

P.

terça-feira, novembro 16, 2004

DIRECTAMENTE DE HOUSTON...
Comeca a tornar-se um habito, so escrever quando sou confrontado com a ausencia de escritos recentes. Desta vez, mais uma desculpa para a falha imperdoavel... aterrei ontem em Houston, depois de passar por Madrid e Miami. Se Deus quiser ficarei por ca ate a proxima segunda-feira - tempo suficiente para mudar os horarios do meu abencoado sono. Ate agora estou a gostar imenso... a ver vamos se quando voltar me da para escrever qualquer coisita mais!
P.

Nota: como prova de que estou do outro lado do oceano atlantico, sera que chega o facto de ter escrito ser acentos? Espero bem que sim, pois estes teclados nao dao para muito mais...

segunda-feira, outubro 11, 2004

FUI AOS XUTOS
Longe de me querer assumir como crítico de músico, tinha de registar aqui a minha ida ao concerto comemorativo dos 25 anos de carreira dos Xutos & Pontapés - que aliás só foi possível pela queda inadvertida de um convite na minha mão, atirado pelo Mr. John meia hora antes do espectáculo arrancar.

Para além da presença de miúdos e graúdos, os Xutos voltaram a explicar o porquê dos 25 anos na estrada. Longe de terem as manias dos estrangeiros que passam por cá, actuaram durante duas horas e meia, sempre ao mais alto nível, com uma qualidade de som de fazer inveja a uma qualquer Madonna. Tocaram tudo e mais alguma coisa, e penso mesmo que só o 'N' América' ficou na prateleira, tal o despropósito dos tempos actuais.

Dos artistas que dizer senão que já todos devem saber:
- o Tim no seu jeito desafinado é o único capaz de dar voz às letras históricas do grupo;
- o Zé Pedro, agora mais moderado nos químicos, continua com a sua aura de Keith Richards. Clássico guitarrista e ainda arrisca a dar a voz numa música;
- o Kalu, esse ganda maluco, lá continua a marcar o tempo dos Xutos. Dá o que tem e o que não tem... neste caso uma segunda voz sempre nos limites;
- o Gui, encarnando na perfeição o ditado de que 'o bom filho à casa torna' dá um toque especial nestes 25 anos. O saxofone é clássico e nas vozes também deu uma mão catita;
- por último, o João Cabeleira. Confesso que não tenho know-how suficiente para saber de cor se ele dá pregos ou não. No entanto, tenho quase a certeza de que é um guitarrista perfeito. Melhor, se eu fosse mesmo crítico de música encartado (a carteira de jornalista não dá para tanto...) diria que estamos perante um dos melhores do mundo. Penso que sem ele, os Xutos, tinham-se ficado por cinco anos de carreira.

Ainda no 'Cabeleira', lembrei-me no concerto de lhe dar o cognome de 'Emplastro dos Xutos'. Pelo físico, é de caras, igual ao 'Emplastro do Futebol'. E depois tem a particularidade de aparecer sempre no plano de trás de qualquer ecran. O som está sempre presente em primeiro plano, mas a imagem fica lá atrás. Já a voz... nem se ouve.

Conclusão: Xutos & Pontapés - 25 anos comemorados em grande estilo! Obrigado Mr.John! Nos 30 tens de lá ir...
P.

PS: para os interessados, fica o site oficial para uma visita rápida www.xutos.pt

AS FÉRIAS DE AVELINO
Isto qualquer dia fecha mesmo! Não bastava apenas a existência de uma pseudo 'Quinta das Celebridades', ainda tínhamos de observar o fenómeno mais surpreendente da sempre avant-garde democracia portuguesa - com a presença do autarca Avelino Ferreira Torres (um clássico neste blog amador...)

Em leitura pelo 'Expresso' desta semana, ficamos a saber que o actual presidente da Câmara Municipal do Marco de Canavezes e futuro presidente da Câmara Municipal de Amarante encontra-se de férias, só tendo de se apresentar ao serviço no próximo dia 3 de Novembro. A ver vamos se aparece para picar o ponto...

No entanto, e apesar de afastado das lides da sua cidade, o nosso caro Avelino, como qualquer bom marinheiro, aviou-se em terra antes de se atirar para fora de pé. E como? Delegando toda e qualquer tarefa camarária no seu filho Fernando Torres. Curiosamente o vereador multi-facetado do Marco, onde congrega numa só pasta, as sub-pastas da Cultura, Desporto, Turismo e Educação. No fim de contas, fica tudo em família. Vá de férias descansado senhor presidente...
P.

O AZAR DOS TIMINGS
Com esta história toda do professor Marcelo Rebelo de Sousa, fui assaltado por várias perguntas: será que na última terça-feira José Sócrates iria comentar a 'ponte' dada por Santana Lopes na sua primeira grande entrevista a Judite Sousa como secretário geral do universo socialista? Não iria ele destapar a 'contradição' entre primeiro-ministro e ministro das finanças? Claramente que sim... E Miguel Sousa Tavares, no seu comentário de terça-feira, será que iria dar-se a esse mesmo trabalho? Aposto que sim...

Mas então qual seria a diferença para o que se passou com o professor Marcelo? É que Rui Gomes da Silva continuaria a sua vida insignificante como até hoje tem vivido.
P.

O PROFESSOR NA BLOGOESFERA?
Hipóteses de carreira para o professor Marcelo Rebelo de Sousa, agora longe das cameras da TVI, não deverão faltar. Ainda assim, lanço daqui o meu apelo ao antigo presidente do PPD/PSD, para que efective a sua entrada na blogosesfera. Este universo aguarda há anos pela sua chegada professor! É que já ninguém pode mais com 'O Abrupto' do Pacheco Pereira. E tendo em conta que em tempos o 'derrotou' nos debates televisivos, não deverá demorar muito para o que o blog do euro-deputado seja desactivado por clara frustração do seu autor.

Entretanto aceitam-se sugestões para baptismo do blog de Marcelo Rebelo de Sousa. A primeira a surgir na nossa caixa de correio foi pouco original, mas servirá de mote para outras que se avizinham: www.Incha-Santana.blogspot.com
P.

PS: como é óbvio, o link não deverá funcionar... acho eu!

A SAGA DE CRUZ CONTINUA...
Caberia na cabeça de alguém abrir uma excepção que permitisse a Carlos Cruz ter ainda mais liberdade para se apresentar no funeral de Fialho Gouveia? Claro que não... E sinceramente não percebo as vozes que se indignaram contra essa 'injustiça'! Mais uma vez importa lembrar que o ex-senhor televisão não está acima dos outros cidadãos acusados dos mais variados crimes. Já viram o que era todas as semanas sairem remessas de presos - preventivos ou não - para assistirem a funerais, celebrar aniversários e outro tipo de concentrações? Haja paciência para tanta falsidade senhor Cruz... descanse que o julgamento começa já em Novembro e já já terá os holofotes apontados para si.
P.

sexta-feira, setembro 24, 2004

O SOL AFINAL SÓ BRILHA PARA ALGUNS...
Vem este post a propósito de uma situação por mim vivida no dia de ontem, que curiosamente já tinha presenciado há cerca de quatro ou cinco anos, mas então na altura os blogs estavam longe de ser uma realidade (acho eu...).
Entrei no Café de São Bento para jantar, e enquanto esperava por uma mesa que me servisse de cenário ao suculento bife da casa, avistei do banco elevado do balcão do bar, numa das mesas no piso inferior, uma senhora, que se não estou em erro, dá pelo nome de Teresa Almeida. A sua actividade, pelo menos que seja pública, prende-se com a coordenação máxima da Associação Sol - se a cultura geral não me falha, uma instituição sem fins lucrativos que presta auxílio a crianças infectadas com o vírus HIV. Até aqui tudo bem, nada de chocante...

Na realidade o que me deixou perplexo, foi a luxúria com que a dita senhora se apresentava. Ora bem, para quem não sabe, no Café de São Bento a especialidade é o bife do lombo. Servido em meias doses ou inteiro, o preço varia entre os 16 euros e os 19,50. Acompanhada por outra senhora - calculo que optassem pela meia dose, logo 32 euros. Para não ficarem em seco, faziam-se acompanhar de champagne. Eu pelo menos, do tempo em que lá estive, contei quatro flutes (ao preço de 8 euros como vinha na carta, sem descrição da marca do líquido). Ora bem, quatro vezes oito, outra vez 32 euros. E lembro, isto sem contar com as que provavelmente já tinham bebido, ou talvez não. Vou dar o benefício da dúvida...

Sobremesas, confesso que não testemunhei se chegaram à mesa ou não, pois nessa altura já estava o meu bife a pedir a minha mais dedicada atenção. Obviamente não me fiz rogado! Mas quase que aposto que comeram um merengue, ou quem sabe um cheesecake. O que deu para ver, foi no final uma garrafinha de Pedras Salgadas, e curiosamente, a ser desfrutada pela dona Teresa. Provavelmente, seria para curar a azia que no dia a seguir teria, quando se confrontasse com os seus meninos da Sol, e num rasgo de consciência lhes pedisse desculpa por ter gasto tanto dinheiro só para jantar, quando se calhar eles precisavam do mesmo para outras coisas bem mais importantes!

Isto tudo, só para deixar o reparo. Da próxima vez que aparecerem na televisão a pedir donativos, ou clicarem em 'Enviar' numa corrente de email a pedir roupas para as crianças durante o Inverno, lembrem-se do bife e do champagne...
P.

PS: o engraçado, é que há cerca de quatro ou cinco anos, dei de caras com a mesma senhora, na altura num restaurante da Boca do Inferno (Cascais), mas com uma muito pequenina diferença... o jantar era marisco!

quarta-feira, setembro 22, 2004

REGRESSO À VIDA PARTIDÁRIA
Nos últimos tempos, e aproveitando o facto de o Partido Socialista estar ainda de férias, Jorge Sampaio resolveu voltar às lides partidárias, assumindo-se como a voz mais discordante da oposição. Sem que ninguém lhe tenha pedido nada (ou será que pediram?!?!) o nosso Presidente da República, habitualmente avesso a confusões, tem dado conta do recado e todos os dias vai opinando contrariamente aos ideais do governo. Está-me cá a parecer que Sampaio ainda está em período de compensações face aos seus camaradas de partido pelo facto de não ter convocado eleições aquando da ida de Barroso para Bruxelas...
P.

quarta-feira, agosto 25, 2004

SÓ PARA DIZER QUALQUER COISA...
Para que não estranhem o facto de não me pronunciar sobre a eliminação do Benfica ontem diante do Anderlecht, só queria dar uma informação ao comentador de serviço da SIC. A dada altura, já com o fatídico resultado inesperado em 3-0, ouve-se a sua voz informar que esta eliminação seria um grande rombo nos cofres do clube da Luz.

Ora bem, literalmente, um rombo dá-se quando alguém perde alguma coisa que é sua, neste caso dinheiro. Se estiver enganado alguém que me diga. Como o Benfica ainda não estava na posse dos tais milhões, limitou-se a perder apenas o dinheiro das passagens aéreas e da estadia no hotel. Se alguém sofreu um rombo foi a UEFA que teve de transferir para a conta do Anderlecht alguns milhares de euros.

Quanto ao resto, palavras para quê... a ilusão segue dentro de momentos!
P.

segunda-feira, agosto 23, 2004

CRITÉRIOS DE NOTÍCIA
Isto talvez seja do regresso das férias, mas o que é um facto é que as constatações idiotas não param de me vir à cabeça. A última tem a ver com o ser ou não notícia, e o que define isso mesmo. Será que uma coisa que acontece todos os dias, regularmente, menos aos fins-de-semana, pode ser considerado notícia?

Tudo isto a propósito de todos os dias, logo após o segundo intervalo do telejornal - e tomando como exemplo o da RTP - a notícia de abertura ser a seguinte: «A bolsa de Lisboa fechou hoje no vermelho!». Percebem o que eu quero dizer? Não me lembro de ter estudado nada parecido nas minhas saudosas aulas de Sociologia da Comunicação...
P.

A GRAÇA DE FRANCIS
Depois da invasão maciça de Carlas Sofias e Sónias Vanessas, eis que a originalidade aquando da escolha de nomes para rebentos se prepara para conhecer uma nova vaga de criadores. Francis é o nome que se segue e nas conservatórias os carimbos com a referida graça já devem estar preparados para receber os novos clientes. E tudo por causa de uma medalha de prata...os milagres do desporto. Obrigado Obikwelu!

SINAIS DE RETOMA
Regressado de férias - e ao contrário da maioria dos portugueses não vou dizer que me souberam a pouco! - sou confrontado com os tão apregoados sinais de retoma. Logo de manhã bem cedo, a caminho da compra do jornal, dou de caras com uma moeda de um euro perdida no chão. Perdida que estava, logo tratei de lhe dar a devida orientação para o meu parco orçamento e pensei: «Com a breca, macacos me mordam! Então não é que a retoma existe mesmo?!?!».

Após mais dez passos, entro na tabacaria, pego no jornal, e vejo que o preço é o mesmo. 65 cêntimos. Nem com o meu novo euro o resto dos preços baixaram. Conclusão: ficaram-me 35 cêntimos. Não é nada mau, e orgulhosamente posso gritar bem alto de que EU JÁ VI A RETOMA!
P.

segunda-feira, agosto 02, 2004

TAMBÉM QUERO IR AOS JOGOS!
Passados quatro anos eis que os Jogos Olímpicos estão de volta e neles estará como sempre a 'Missão Portuguesa' - porém este ano com uma ligeira diferença. Na bagagem, para além das toneladas indispensáveis de equipamentos, os portugueses levam a promessa de tentar bater marcas pessoais, e quem sabe, se der, um ou outro recorde nacional na respectiva modalidade/categoria. Até os senhores do atletismo já aprenderam a lição dos coitadinhos e agora nem eles prometem uma única medalha.

Ora bem, e é aqui que eu entro. E porquê? Porque prometo duas coisas. Primeiro, que sou capaz de aguentar mais de duas semanas a alimentar-me apenas e só com pratos tipicamente gregos. Podem não acreditar, mas até que pode ser uma tarefa complicada. E segundo, mas não menos importante: comprometo-me a passar duas semanas inteirinhas ao sol e depois quando chegar colocar-me à disposição dos estudiosos do bronze, de modo a verificarem se as tonalidades gregas têm uma maior duração que os sóis da Caparica e do Algarve. Que tal? Ao menos prometo alguma coisa de concreto...


Conclusão: meus senhores e minhas senhoras, atletas de alta competição ou aspirantes a tal. Marcas pessoais batem-se nos treinos, que normalmente decorrem no nosso próprio país. Recordes nacionais caem também nos campeonatos nacionais, que normalmente se realizam no nosso próprio país. Nos Jogos Olímpicos o objectivo são as medalhas. Apenas e só! Ao menos que mostrassem ambição. Não perdiam nada com isso. Já que lá vão, ao menos tentem superar-se a vós próprios. Se não for esse o caso, então peçam licença e saiam de fininho para dar lugar a quem realmente luta por algo... como é o caso dos Paralímpicos!
P.

terça-feira, julho 27, 2004

MADRID-SÃO PAULO
Pronto! Precisava de um empurrãozito para continuar a relatar a viagem e portanto aqui vou eu relembrar alguns episódios - o que seria de mim sem a minha querida Olívia (há séculos que não me cruzo contigo de manhã...).
Cheguei a Madrid à hora prevista e ainda lá, tive de sentir os resquícios da civilização portuguesa quando a vinte minutos da hora prevista mudaram a porta de embarque para perto de outro terminal, que teve de ser percorrido a pé, em passo de corrida....já passava da meia-noite, hora local. 

Ainda antes da entrada atrasada no avião, e quando o pé direito se preparava para encarnar mais uma ridícula superstição, eis que surge o primeiro decibel brasileiro mais elevado do que o normal: «CÁDÊ MEU PASSAPORTE?!?!?!» Explicação. O senhor com sotaque do lado de lá do Atlântico perdeu o seu documento de identificação mais valioso daquelas 11 horas que demoraria a viagem, e obrigou o 'ônibus' que nos abandonou à porta do avião a voltar para trás. Já sentado no avião, o último a entrar foi mesmo o cromo brasileiro, já de sorriso rasgado e com certeza mais leve depois de tal aperto. Como prenda pela excelente figura que tinha acabado de protagonizar recebeu toda a solidariedade do seu povo irmão. 

Mas enquanto o passaporte vinha do Terminal A para as mãos do dono, lá fui entrando no avião - sim, porque a Ibéria é uma companhia séria e não brinca em serviço. Já com o pé esquerdo e o direito a debaterem-se pela maior dose de protagonismo, cheguei ao meu privilegiado assento junto ao corredor, que iria aconchegar o meu rabo no próximo quase meio-dia de viagem. Já confortável, e preocupado em encontrar uma solução para esticar as pernas dali a meia hora, inspirei fundo e dei conta de um cheiro desagradável no ar, mas que desde logo me obrigou a um esforço que me ajudasse na familiarização com ele - ou não estivesse eu na classe económica de um avião apinhado de gente até ao seu último 295º lugar. Intrigado, olhei em volta, e sem querer parecer preconceituoso, avistei uma espécie de 'rabi' (só a mini touca na cabeça denunciava-o a léguas, fora o resto...mas já lá vamos), a uns sete metros de mim. Ok, pensei eu, é aquele, deixa-me então respirar para o outro lado. Há coisas piores. 

No entanto, o pior estava ainda para vir. Enquanto o brasileiro ainda desesperava pela chegada do 'ônibus' abençoado, um senhor de meia idade abeirou-se do meu futuro amigo 'rabi', confirmou o seu lugar no canhoto do talão de embarque, e explicou-lhe que aquele não era o seu lugar. Assustado, assisti àquela cena e vi o 'rabi' mexer-se, o que por si só espalharia o cheiro que dele emanava pelas proximidades do seu perímetro, onde eu também me encontrava. Ao olhar para a minha esquerda, GELEI...a cadeira ao meu lado estava vazia, e a esta distância lembro-me que o 'rabi', para além da tripulação, era o único ser vivo ainda em pé no Airbus 340. Com um sorriso autenticamente amarelo, dirigiu-se a mim num brasileiro arábico e disse-me que o lugar dele era ali...ao meu lado. De repente dei comigo a pensar em política. «Bolas! As coisas más vêm sempre da esquerda. É preciso ter azar...» 

Ainda combalido pela enésima tentativa de habituação ao habitat em que me vi inserido, veio a primeira refeição. Normal para toda a gente, até para os irrequietos miúdos que estavam na fila da frente a fustigar as costas da cadeira da senhora que estaria na frente deles. Mas não para o meu - agora sim - 'amigo 'rabi'. Uma refeição kosher, óbvio. Tudo enlatado, mais ainda do que as habituais refeições servidas em aviões comerciais e em classe económica. Fora isso, comeu como se não fizesse aquele acto tão natural há mais de dois meses. Um bocado exagerado mas... quase que poderia dizer que viajou de avião só pela refeição. Devorou o jantar e horas depois foi a vez do pequeno almoço - desconhecia que também havia kosher breakfast. Estamos sempre a aprender... 

Pelo meio da viagem, e já a respirar aquela essência quase de forma natural - ou seja, as narinas já não tinham utilização alguma, substituídas por inteiro pela respiração oral - caio no primeiro sono leve que se pode experimentar num avião depois de folhear as primeiras páginas do mediático Código Da Vinci. Eis senão quando, sinto um ligeiro toque no meu braço esquerdo. O sorriso amarelo era familiar. Já com o avião às escuras (lógico) o meu 'amigo rabi' tinha vontade de ir à casa de banho. Lá foi...voltou...e eu voltei a dormir. Perdão! A ler.

Sobrevoado o oceano por completo e já a vislumbrar o continente sul-americano, ouve-se o aviso bem lá ao longe de que iriam ser distribuídos uns papéis da emigração que deveriam ser preenchidos pelos passageiros. Sem caneta, lá vieram os mesmos e o meu 'amigo rabi' soltou o terceiro sorriso amarelo da viagem, desta feita com um ar vitorioso, como quem diz. «Eheheh, eu tenho uma caneta». E na realidade tinha. Tirou-a do seu misterioso saco e...agora era a minha vez. «Eheheh, rebentou-te a caneta nas mãos!! Bem feito. Nada melhor para acabares a viagem em beleza. É castigo de Deus, ou de Alá, sei lá...» Com as mãos sujas, todas cagadas mesmo, lá me pediu para ir à casa de banho, ao que desta vez acedi a rir-me (literalmente). Como é óbvio voltou na mesma... 

E pronto, aterrámos! Já me havia esquecido de que nestes vôos a célebre salva de palmas após a aterragem é uma realidade e então tratando-se de um avião recheado de crentes brasileiros mais natural pareceu - se eles soubessem que é tudo automático nestes novos aviões sentiam-se bem estúpidos a bater palmas a uma máquina, mas enfim...
Ainda no meio de viagem tão atribulada, quase passaram despercebidos dois velhinhos simpáticos que se desafiaram no roncar pela noite dentro, bem como a jovem que dormiu ao longo de três quartos do trajecto aéreo, usando o outro quarto para limpar a baba que escorria da sua boca (é uma imagem um bocado feia, mas tinha que ser relatada...sorry).

A fechar, para além da certeza do povo brasileiro se conhecer todo, mesmo não se conhecendo de lado nenhum, fica o registo de que Carlos Cruz está bem. É certo que me faltou na ocasião a máquina fotográfica, mas que um dos 'aeromoços' era igual ao ex-senhor televisão lá isso era. Cara, óculos, estatura - só faltava mesmo o charuto e o ar pedófilo - e com um bronze de quem tinha vindo do Brasil, e não de quem estava a ir para lá. By the way... onde anda o marido da Raquel Rocheta?
P.

sexta-feira, julho 23, 2004

LISBOA-MADRID
Antes mesmo de avançar para determinadas descrições, importa referir que o aqui se vai passar é relativo a uma viagem a São Paulo - para gozar uns ligeiríssimos dias de merecidas férias.
Na aterragem até à capital espanhola, o único episódio digno de registo tem a ver com a constante simpatia e inteligência dos funcionários portugueses, estejam ao serviço de uma empresa estrangeira (no caso a Ibéria) ou não.
 
A porta de embarque anunciada e registada no cartão de embarque era a número 16, mas curiosamente o painel destacava para o mesmo vôo, o número 10. Questionada a simpática funcionária sobre o facto, a mesma apressou-se a confirmar o registo do cartão de embarque, para depois encontrar a solução para o problema: «isso é um problema do aeroporto, eles às vezes enganam-se!». Entretanto, já dois passageiros tinham viajado até à porta 10, não apostando na referência do seu cartão de embarque. Azar...
 
Olhando ainda para a mão esquerda da funcionária, o walkie talkie que segurava parecia estar a funcionar, e sugeri que pelo menos confirmasse a informação correcta. Claro que assim o fez, mas não pôde foi evitar o comentário da sua colega do outro lado (suspeito que seria a mesma que me havia feito o check in. Simpática!) e que logicamente ouvi por me encontrar por perto: «o senhor deve estar a ver mal!». Obviamente! Nada mais fácil de explicar!
 
Calmamente, ainda fui re-verificar a informação e cheguei à conclusão de que ainda não tinha bebido nada naquele dia, e acho que com 12 horas de viagem pela frente não iria fazê-lo tão cedo. Ainda tentei mais uma vez que fosse reparado o erro, mas imperou a versão de que «o erro é do aeroporto!». Lembrei-me entretanto que o Euro já tinha acabado. Isso pode explicar alguma coisa...

 
P.

segunda-feira, julho 05, 2004

BACK TO THE REAL LIFE
Acabámos de acordar de um sonho que esteve a apenas um passo de ser concretizado. A minha tristeza deve ser igual à dos milhões de portugueses que seguiram o Euro2004 intensamente. É pena, mas agora vamos voltar à vida de todos os dias. Para os que têm andado mais distraídos, estamos sem primeiro-ministro. Penso que serão poucos a notar a diferença, ainda assim fica o aviso.
P.

sexta-feira, julho 02, 2004

PARABÉNS!
A Patex hoje faz anos! Ainda não consegui falar com ela e a probabilidade de ela vir aqui também é remota, mas ainda assim fica o registo com um beijinho de PARABÉNS! Se a virem já sabem...
P.

CHERNE NO COMANDO
Nunca a expressão 'como peixe na água' fez tanto sentido nos dias que correm. Surpreendente ou talvez não, o que é certo é que Durão Barroso 'abandonou' o barco e deixou entre-aberta (pelo menos até o Euro acabar!) a porta das desgraças do país, deixando também o célebre recado nas entrelinhas de que quem vier atrás que a feche. Está bem, como bom português que é, apenas se limitou a fazer jus a todo um povo que no seu dia-a-dia, nas coisas mais banais, afina pelo mesmo diapasão.

Passando a fase da surpresa, é tempo de começarmos a analisar os desempenhos de mais um produto da nossa exportação - o primeiro saíu das frutas, e Figo ainda hoje é um marco internacional (digam lá o que disserem os Velhos do Restelo). Desta vez, ainda numa espécie de cadeia alimentar, foi a vez de assinarmos guia de marcha para o Cherne.

Começando pelo facto de se exprimir em três línguas na sua apresentação formal em Bruxelas, e arrancando para uma nova fase da sua vida falando primeiro em português, tem que se lhe diga. Quanto mais não seja pela destreza, ficou bem vê-lo sentado numa mesa em que era o único interveniente que não precisava de headphones para escutar as traduções.

Depois, confrontado com as primeiras perguntas, não se fez rogado a nenhuma delas, nem mesmo as que relembraram os seus tempos de rebelde na Faculdade de Direito de Lisboa. Mas onde Durão Barroso esteve ao seu melhor nível, foi quando o questionaram sobre o modo como deveriam começar a identificá-lo. O mesmo lembrou que em Portugal há o hábito de usar muitos nomes - pessoalmente penso que poderia ter ido mais longe na explicação, acanhou-se. Vai daí propõe o uso de uma nova graça, culminada com um 'simples' José Manuel Barroso. Também aqui acho que poderia ter dado mais de si. Zé Manel seria, sem dúvida, mais simples, e com a vantagem de manter viva uma veia populista para os diminutivos que também teima em persistir no nosso país. Mas pronto, safou-se e o que conta realmente são os motivos que o fazem sorrir e parecer tão bem disposto nas conferências de imprensa que vai dando. Afinal a ida para Bruxelas apenas o fará ganhar 20 vezes mais do que auferia como primeiro-ministro deste país! Quem não estaria feliz.

Porém, há sempre o reverso da medalha, ou neste caso talvez não. Primeiro trataram de ouvir os especialistas do costume. Mário Soares, se dúvidas havia, provou uma vez mais que o seu prazo de validade expirou há muito tempo (o homem está mesmo brejeiro nas coisas que escreve...). António Guterres saíu da toca apenas para lembrar que também ele foi convidado para o mesmo cargo, mas em vez de fazer um favor ao país, resolveu criar raízes no lugar de prime-minister (também falo inglês. Menos fluído, mas falo). Freitas do Amaral saltou indignado do seu pedestal, talvez preocupado com o facto de pela primeira vez um português assumir um cargo acima de qualquer um daqueles que ele próprio manteve na Europa comunitária (recalcado!). Pode ser que um dia escreva uma peça de teatro sobre isso...esperemos que não.

Por último, parece que vamos ter eleições antecipadas. Na realidade é bom que assim seja, pois já se estava a prever um marasmo grande demais com o aproximar da final do Euro 2004. Uma campanha eleitoral, recheada de interesse à volta da vida privada de Santana Lopes e Ferro Rodrigues, ou João Soares, ou António Vitorino, ou António Costa, ou Manuel Maria Carrilho, ou Jorge Coelho, ou João Cravinho, parece-me bastante interessante e capaz de entreter o povo até princípios de Novembro (não sei bem se é esta a data de que se fala, mas não deixa de ser tempo a mais mergulhado num profundo buraco negro.

Razão tinha o Cherne quando se fez ao mar...

P.

sexta-feira, junho 25, 2004

TODA A VERDADE SOBRE SECRETÁRIO
Foi preciso Portugal garantir o apuramento para as meias-finais do Euro 2004 para todo um país ser surpreendido em tempo de festa por mais uma revelação sobre a história do nosso futebol. Neste caso, sobre o que andou Carlos Secretário - antigo defesa do FC Porto e ex-jogador de testes para treinos no Real Madrid - a fazer estes anos todos em que se apresentou como profissional de futebol. Desconfio que muitos de nós, atentos a estes fenómenos, já conheciam esta realidade, mas para aqueles que julgavam saber tudo, aqui vai a verdade: Secretário jogou futebol para NADA!

E porquê? Simples. Basta folhear a edição de hoje do 'Record' e procurar a crónica do ex-futebolista inserida na temática 'EuKinas'. A dada altura, e sempre tendo como mote a estrondosa vitória de Portugal ontem frente à Inglaterra, Secretário escreve, e passo a citar, «Foram três horas seguidas de bom futebol em que a equipa lusa...». Paramos por aqui pois o essencial está dito.

À partida parece uma afirmação inocente, mas na realidade é grave que Secretário, ao fim destes anos todos, não saiba a duração de um encontro de futebol, tenha ele prolongamento ou não. 90 minutos regulamentares, mais os 30 do prolongamento, aos quais juntamos mais dez de intervalo e 25 de penaltis... dá algo parecido com 155 minutos - duas horas e 35 minutos. Meus senhores, podem achar que estou a exagerar, mas trata-se de RIGOR! Secretário errou mais uma vez na sua carreira e não há Paula que lhe valha desta vez!

P.

PS: confesso que fui daqueles que fez força para a saída do Rui Costa logo após o primeiro jogo com a Grécia - melhor, mesmo antes de começar sequer o Euro 2004. No entanto, tenho que tirar o chapéu ao senhor apenas pelo golo apontado, realmente magistral. Agora, podia aproveitar e deixar os tiques de prima-donna em casa. Dos 15 anos que leva de profissional e quase 100 internacionalizações, já devia ter ganho calo para acolher críticas desfavoráveis que possam fazer ao seu estatuto de 'Rei do Último Passe'. Ficava-lhe bem a humildade de vez em quando...

domingo, junho 13, 2004

OUTRA VEZ EU...
Realmente nos 15 dias que estive fora de casa, do país e desta nossa realidade, talvez pudesse ter dado um pouco mais de atenção aqui às escrituras, mas sinceramente não me senti minimamente inbuído nesse espírito. Até porque se o fizesse era para dar a triste notícia à família de que a vontade de regressar era nula.

Mas pronto, agora de volta ao nosso mundo, reparo que até já perguntam por mim, daí que me sinta na obrigação de dar notícias. À pergunta se estive ou estou de férias, a resposta é 'não'. Marquei presença em Paris durante os tais 15 dias, a trabalhar em algo que me dá muito prazer. Pela primeira vez em trabalho visitei Roland Garros e confesso que adorei e recomendo a quem gosta de ténis, e também a quem não gosta. Do ténis que vi, nem falo, pois todos os adjectivos que aprendi na escola não chegavam para descrever. A cidade continua linda, dá vontade de passear, mesmo até para quem não gosta de andar - não se esqueçam que é quase tudo plano, o que não cansa tanto! A tudo isto, junte-se-lhe uma ida em classe executiva na TAP Air Portugal, e a frase 'há horas felizes' faz todo o sentido.

Mas pronto, estive lá, tive saudades de algumas coisas e pessoas, de outras nem tanto, mas a vida é mesmo assim. Quero voltar na primeira oportunidade que tiver...mas só depois de visitar o Brasil - visto que as Maldivas continuam a não fazer parte do meu mapa de possibilidades.

De novo em Portugal, preparo-me para um novo capítulo. Vou começar à procura de casa para viver. Para eu viver. Se por acaso conhecerem alguma boa oportunidade, telefonem-me, pois já tenho saudades de ouvir as vossas vozes.
P.

COMPRO BILHETES PARA PARIS
Ao contrário do que se encontra actualmente nas páginas de alguns jornais, não ando à procura de bilhetes para o Euro2004. Sinceramente já me chega a colecção de cromos que estou a fazer do referido campeonato - se tiverem para a troca digam. Agora se forem bilhetes para passar uns dias em Paris, aí sou capaz de alinhar. Estive lá 15 dias, e não importava de repetir a dose.
P.

quinta-feira, maio 13, 2004

CRISE NO CLÃ DE CRUZ
Ainda o primeiro dia da prisão preventiva de um conhecido apresentador de televisão estava no seu raiar e já a jovem que em tempos se casou com o preso vinha em directo para os telejornais lamentar-se com o futuro que a sua vida agora iria tomar nos próximos dias, semanas, meses e anos. O marido, segundo a própria era quem alimentava a casa, onde ela e ele, moravam com uma filha, tendo ele ainda uma filha de outro casamento, e um afilhado que entretanto morava no Brasil, mas parece que já se estabeleceu por cá.
Como se isso não bastasse, segundo os relatos da própria, dias antes da prisão preventiva - que o apanhou de surpresa - o apresentador tinha saldado algumas dívidas fiscais junto do estado português. Grande cidadão! Dessa maneira ajudou a que negociações entre Gilberto Madail e jogadores da selecção que estará no Euro 2004 terminassem com o valor fixado por jogador de 40 mil contos, em caso de vitória no certame europeu que nos enche de orgulho há três ou quatro anos. Mas isto é outra coisa...

Voltando ao ex-futuro apresentador de televisão, ao longo dos 15 meses em que esteve preso falou-se da crise vivida pela sua família, que entretanto colocou um imóvel de luxo à venda em terras algarvias. Devem ter conseguido encontrar comprador, mas as lamentações continuaram. Assim, como continuaram as idas ao estabelecimento prisional de Lisboa num automóvel de luxo, sempre acompanhadas de segurança privada, que com certeza terá o seu custo.

Passados os quinze meses, e com o apresentador a dois quilómetros de dar início ao processo de prisão domiciliária, uma das perguntas que foi feita à jovem mulher do entretainer, prendeu-se com o futuro mais recente que a espera. Despreocupada, a mesma afirmou que iria voltar a trabalhar, pois já não podia continuar mais tempo sem fazer nada. Mas será que alguém lhe disse que não podia trabalhar ao longo destes últimos meses? Terá sido alguma imposição dos juízes que lideram o processo da Casa Pia? Falta de vergonha na cara, isso sim. Pois segundo se sabe, a filha pequena anda num infantário, logo tempo para trabalhar não lhe faltou nestes 15 meses. E a ver pelo aspecto da casa nas recentes fotografias publicadas em exclusivo em todas as revistas da especialidade, não se dedicou com certeza ao aprumo do lar.

Ainda numa entrevista depois da libertação e consequente prisão domiciliária - que aliás foi televisionada em directo de um helicóptero que permitiu testemunhar que a piscina da casa do apresentador estava com água, e pela cor também não faltava cloro - a agora mulher feliz confessou que o que mais gostava de fazer, se pudesse, era levar o marido ao Alentejo, onde está a ser construída a casa dos seus sonhos. Só se for de fósforos, pois se não têm dinheiro para mandar cantar o cego mais cego, como podem ter dinheiro para construir casas, e logo abaixo do rio Tejo?

Já sei, devem ter começado a juntar agora uns euros, muito por culpa do negócio da fotografia. Sim, porque no dia da libertação do apresentador, amigos e familiares testemunharam e registaram em fotografia todos os momentos. Resultado prático: os órgãos de comunicação social puderam comprar à família todos os bocadinhos mais intímos do regresso a casa. Os mesmos que antes eram acusados de crucificarem o apresentador na praça pública. Afinal, não se pode mesmo viver sem eles!

Portanto, resta agora esperar pelos próximos lamentos. Será que vão ter dinheiro para mandar construir uma vedação para a casa alentejana? Ou terão de encher a piscina apenas no verão, e não na primavera? Tenha vergonha e vá trabalhar, já que o seu marido não pode!

P.

O MELHOR DE SEMPRE AFINAL É FÁCIL
Segundo as mais recentes declarações de Durão Barroso, este verão será o melhor de sempre no que diz respeito à preparação de Portugal no combate aos incêndios. Convenhamos que não é nada de ambicioso: tendo em conta que nunca estivemos preparados de maneira alguma para combater os devastadores incêndios, não será nada de complicado estar nas melhores condições de sempre. Basta arder menos um hectar que o ano passado!

P.

terça-feira, maio 04, 2004

UM VIRAR DE COLCHÃO
Que poderão ter a ver a libertação de Carlos Cruz para um regime de prisão domiciliária e o presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa? Dizem as más línguas que tudo! Segundo se conta nos corredores da bola, Jorge Nuno está prestes a ser incluído no já famoso processo do Apito Dourado - aquele mesmo que pretende limpar o futebol português da corrupção. O prazo que chegou mesmo a ser aventado eram os dias seguintes à meia-final da Liga dos Campeões. Ok, esse jogo acabou há minutos, e desconfio que vão alargar o prazo para depois da final.

Pelo sim pelo não, os tribunais libertaram já Carlos Cruz pois, segundo parece, a cela de Pinto da Costa será a mesma utilizada pelo apresentador de televisão nos últimos 15 meses. Assim será possível arejar a mesma durante alguns dias, antes da entrada de Pinto da Costa - dando mesmo para virar o colchão de inverno para o lado do verão - sabendo de antemão que Carlos Cruz tinha alguns problemas de flatulência. O conforto dos hóspedes acima de tudo! Assim é que é...

P.

terça-feira, abril 20, 2004

NEM O BILHAR ESCAPA!
No mesmo dia em que finalmente se dão sinais de que o desporto em Portugal se vai endireitar - com a captura para interrogatório de árbitros do terceiro escalão e de um gajo qualquer chamado Valentim Loureiro - eis que cai mais uma bomba no panorama desportivo nacional: foram descobertos dois casos (sim, DOIS!!!) no bilhar português! Onde é que isto vai parar? Nem no bilhar se está limpo e já há jogadores a quererem fazer 12 tabelas numa só jogada!

P.

quarta-feira, março 24, 2004

ISTO QUALQUER DIA FECHA MESMO
Nada de novo nestes últimos dias que se passaram. Em Espanha o pesar continua. Não só pelas vítimas dos atentados, mas também pelas vítimas que um governo virado à esquerda pode vir a causar. Em Portugal, depois dos dislates do sempre lúcido Mário Soares, abrimos as portas para o Tony Blair para que ele passe uma mensagem aos terroristas: «Se quiserem acertar-me façam-no agora pois estou em Portugal e assim ao menos não terei os meus eleitores contra mim!»

No entanto, uma luz ao fundo do túnel teima em brilhar de quando em vez. O Sindicato dos Profissionais (??) da Polícia confirmou no Porto a realização de 'uma greve de talões caídos'. Confesso que ainda tentei ver no meu dicionário de Murcãonês o significado desta expressão, mas não consegui. Ainda assim fui mais longe e percebi que a explicação adiantada refere-se ao facto de os guardas irem fazer vista grossa às infracções leves.

Apresto-me aqui a fazer uma pequenina correcção ao comunicado dos bófias sindicais. «Vamos continuar a fazer vista grossa, agora também às infracções leves, desde que devidamente salvaguardadas com umas comissões extraordinárias por parte dos alegados autores das ditas infracções leves, visto que o governo continua a fazer orelhas moucas às nossas reivindicações».

P.

domingo, março 21, 2004

E LÁ VEM SOARES OUTRA VEZ
Proponho desde já a criação de uma associação com fins lucrativos para exterminar a existência de Mário Soares no quotidiano político nacional e, quiçá, internacional. Já não bastava a inútil guerra de palavras com o ministro da Defesa, em busca de protagonismo, e agora vem com as suas teorias de combate ao terrorismo. Haja paciência para tanta senilidade!

Se entrámos na guerra, entrámos! Infelizmente ou não foi uma posição tomada. Agora voltar atrás e esquecer tudo o que foi feito é que não tem qualquer tipo de cabimento. Como se os terroristas fossem acreditar no nosso arrependimento por termos 'emprestado' a base dos Açores à cimeira de George W. Bush. Ó Dr. Soares, desligue a televisão. Já chega de filmes. Entre no mundo real de uma vez por todas.

P.

quinta-feira, março 18, 2004

Ó EDUARDA DESPACHA-TE...
Ontem quando estava numa fila interminável de pagamento do estacionamento do Colombo no final do jogo entre o Benfica e o Belenenses, um amigo meu que estava ao meu lado disse-me o seguinte: «Olha, está ali à frente aquele Eduardo Beauty!». Quem?, perguntei eu a pensar o que ele queria dizer com aquilo. «Aquele cabeleireiro maricas, o Eduardo Beauty!» Eu olhei para ele e disse-lhe que não era Beauty mas sim Beauté (muito mais chique e claramente menos amaricado!!!).

Entretanto, ao olhar para a frente vi que a fila não andava nem para a frente nem para trás, e que o tal cabeleireiro dos trejeitos estava na liderança da espera. Gritei: «Ó EDUARDA DESPACHA-TE LÁ COM ISSO!!!»

P.

PS: posso dizer que tive sorte. Só depois olhei para trás à procura do João Rolo. Felizmente não estava lá (o jantar já devia estar a arrefecer em casa).

terça-feira, março 16, 2004

TRANSPORTES PÚBLICOS? TALVEZ...
Esta manhã voltei a entrar numa rede de transportes públicos - algo que não acontecia desde há algum tempo - e confesso que não foi devido à mega operação de charme levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa para promover os seus meios de locomoção públicos. A campanha nem estava má, já que 95 por cento dos portugueses andou duas semanas a tentar desvendar que novo automóvel iria ser apresentado, mas ainda assim mantive-me fiel ao meu bólide personalizado.

Depois de um processo apurado de escolha do transporte a ser utilizado decidi-me finalmente pelo comboio para aportar até Algés. De Santos até ao Cais do Sodré a pé, lá comecei a busca incessante pela máquina dos bilhetes de comboio. Encontrei uma perto de uns andaimes, onde um empreiteiro olhava para mim com um ar desconfiado a pensar: «Olha pra este nabo! Aposto que vai comprar um bilhete para Cascais para ir até Alcântara. E de ida e volta!» Sinceramente acho que se enganou. O papelinho dizia só ida e acabava em Algés. Mas também era indiferente pois revisor nem vê-lo nos dez minutos que durou a viagem.

Dentro do comboio, o único registo digno de destacar, vai para duas cidadãs luso-africanas descendentes imigradas provisoriamente com o décimo terceiro visto legal para permanecerem em Portugal, com o tom de voz típico de quem tem inícios de surdez aguda. Em crioulo, ou outro idioma qualquer imperceptível, pareceu-me que estavam num brainstorming sobre os atentados de Madrid e o facto de isso não ter influenciado de maneira alguma o resultado das eleições legislativas. Pareceu-me..... mas não posso dar a certeza!

Cheguei a Algés e adorei o passeio. Será que era capaz de repeti-lo todos os dias?
Talvez...

P.

segunda-feira, março 15, 2004

TAXISTAS VOLTAM À CARGA
Depois da luta contra o PEC (Pagamento Especial por Conta) imposto pela nossa ministra mais que tudo, Manuela Ferreira Leite, a classe 'trabalhadora' dos condutores 'profissionais' de táxi volta às ameaças de greve, desta feita pelo facto de o Governo estar a pensar seriamente na imposição de um curso para que estes consigam a renovação da sua carteira profissional. Nada mais justo! E por mim, ainda acho que é pouco...

Assim, de cinco em cinco anos, todos os taxistas seriam alvo de uma reciclagem - sempre benéfica nestes submundos da vida económica nacional - que lhes permitiria, ou não, continuar a exercer a actividade para a qual Deus lhes deu um dom: a de ser 'fogareiro'.

No entanto, sem darem por isso, os 'antralistas' deram nova prova de toda a inteligência que transpiram enquanto conduzem um táxi. Segundo informações vindas a público, a dita greve estará prevista para decorrer em alturas do Euro 2004. E depois ainda se queixam de serem alvo de triagem! Alguém no seu perfeito juízo se lembraria de fazer greve numa altura em que o nosso país vai estar apinhado de estrangeiros desejosos de serem enganados pelo taxista mais simpático da nossa praça? Tenham santa paciência.

Reciclagem já! Estamos fartos de taxistas honestos que em nada contribuem para o florescimento da economia portuguesa...

P.

LORD HAVE MERCY...
Que isto não seja entendido como uma piada de mau gosto, mas sim uma dura realidade!
Os espanhóis merecem melhor sorte. Já não bastava o terror vivido em Madrid, como agora têm de aguentar uma viragem política à esquerda. Resta-nos a esperança de que a esquerda deles seja melhor que a nossa amorfa liderada (será?) por Ferro Rodrigues.

P.

domingo, março 14, 2004

O OPORTUNO SÓCRATES
Quinta-feira à noite, enquanto toda a Europa tentava secar as lágrimas do terror vivido em Madrid - e quando digo todo o velhinho continente englobo os protagonistas das eleições legislativas espanholas que num acto puramente humano suspenderam todas as actividades de campanha política - alguém em Portugal dava provas de completa insensibilidade em relação ao mundo que o rodeia.

Pode parecer exagerada esta crítica, mas quem será que deu ordem ao José Sócrates - claro, só podia ser socialista! - para, num dia de profunda tristeza e unidade até entre os maiores adversários, vir actuar em descarada campanha para as europeias, dizendo que o PS é o «grande partido da oposição» e que a eles cabe «vencer e dar voz ao descontentamento popular». Pergunto eu: mas que oposição tem feito o PS para além do rídiculo a que se expõe o líder Ferro Rodrigues (não a nível externo como também dentro dos círculos socialistas)?

E mais. Eu como parte integrante do meio popular digo-lhe desde já que não quero que seja o PS a dar voz ao meu descontamento. Se for caso disso, eu serei a minha própria voz. E agora senhor Sócrates, mostro-lhe o meu descontentamento: CALE-SE! Tenha respeito pelo sofrimento das pessoas em vez de se aproveitar do mesmo para tentar marcar pontos na inútil vida política que tem levado nos últimos tempos.

P.

quinta-feira, março 11, 2004


Madrid, 11 Março 2004

UM MUNDO BEM REAL
A imagem que aqui fica registada, de todas as que correram mundo pode ser a menos chocante, pois quem não souber pode pensar que se trata de carruagem velha de um comboio já em vias de extinção.
Infelizmente não é! Era um comboio ainda com muita vida para dar e vender, assim como era a vida das centenas de pessoas que morreram a 11 de Março de 2004 bem aqui perto de Portugal. Em Madrid, capital espanhola!

Enquanto isso, e insensíveis a um cenário de horror vivido a escassos quilómetros, alguns trabalhadores desempregados percorreram as principais artérias da cidade de Lisboa em busca de melhores condições de trabalho e combatendo o desemprego em Portugal. Se nos debruçarmos seriamente sobre o assunto talvez cheguemos à conclusão de que a maioria dos manifestantes deve estar nesta altura do ano a receber as derradeiras quantias que o subsídio de desemprego tem dado nos últimos meses. Enquanto assim se mantiveram, provavelmente tiveram ofertas de emprego mas preferiram ficar em casa a costurar a bandeira da CGTP que hoje empunharam em sinal de protesto.

Em Madrid, às 7 horas da manhã de hoje, o dobro ou o triplo de trabalhadores espanhóis estavam a caminho do seu emprego. Provavelmente um emprego de que não gostavam. Mas era um emprego honrado e com o qual davam uma vida melhor às suas famílias. Felizmente, partiram assim. De consciência tranquila. Sabendo que tudo faziam para tornar a sua vida melhor!

Será que alguém em Lisboa hoje se lembrou disto enquanto chegava aos gritos à Assembleia da República com uma vara na mão e um bocado de pano encarnado a esvoaçar? Duvido! Seus tristes...

P.

DRAMA EM TEMPO DE SONHOS
A Espanha acordou esta manhã de um sonho que tem vindo a povoar o imaginário de todos os seus cidadãos e também daqueles que apenas têm contacto com 'nuestros hermanos' folheando as folhas coloridas do magazine social !Hola!. Por instantes foi esquecida a boda real do princípe encantado com a sua noiva até hoje pintada igualmente em tons de perfeição. Madrid amanheceu cinzenta, trágica e envolta num cenário de terror...

A três dias apenas das eleições legislativas nacionais a capital espanhola encontra-se a viver a maior tragédia de que há memória no vasto rol de recordações tristes no que diz respeito a atentados terroristas em Espanha. A esta hora que escrevo o total de vítimas está contabilizado em 131 vidas perdidas, e as minhas mãos pedem por favor que a contagem pare por aqui. Já chega!

Os autores desta proeza idiota e ignóbil adivinham-se que sejam os mesmos de sempre. Bárbaros e invisíveis não medem as consequências e mais não fazem do que esconder-se por detrás de convicções sem a mínima consistência! Aos governos, sejam eles espanhóis ou de outra nacionalidade qualquer, nada mais resta do que contabilizar as vidas que se perderam e chorar em silêncio a sua partida. Três dias de luto nacional serão apenas os primeiros de uma saudade revoltante que nem o tempo fará esquecer...

Esta noite, pelo menos que me lembre, não sonhei com nada em particular. Mas se pudesse gostava de ter tido um pesadelo com esta história. Seria sinal de que apenas tinha sido isso... um pesadelo!

P.

quarta-feira, março 10, 2004

QUE CHUVA É ESTA?
A quem for um adepto incondicional da chuva, por favor partilhe com todo o universo essa estúpida alegria de ver tudo à nossa volta encharcado. Ajudem-me a perceber este fenómeno idiota que apenas tem por mérito tornar os dias cinzentos.
Não se inibam. Contem as vossas experiências!

P.

terça-feira, março 09, 2004

O PRIMEIRO DE MUITOS?
Hoje pela primeira vez tive um comentário a um post. Ainda para mais num texto relativo ao Dia da Mulher. Quando entrei no site confesso que fiquei assustado. Não me lembro de ter tornado o blog assim tão público que pudesse estar já a sofrer retaliações da Betty Grafstein, ou até mesmo da Manuela Ferreira Leite.

Mesmo assim arrisquei. Ao entrar pela primeira vez na zona de comentários instalada há pouco mais de duas semanas, verifiquei que afinal não era nada assim tão grave. Apenas alguém conhecido que encontrei durante o dia - que por acaso desconhecia que tivesse contacto com estes posts - e que me fez uma visita simpática.

Fica o registo do meu primeiro comentário. Estou tão contente! Será que a Frize também dá para isto?

P.

GENTE DESOCUPADA
Corria o dia 2 de Agosto de 2003 quando Mário Soares e Paulo Portas resolveram revelar ao mundo todo o seu esplendor. Na realidade o que mais se podia pedir a estes dois baluartes da democracia numa altura em que as suas vidas se apresentavam num marasmo sem fim à vista?

Por um lado PP estava uma vez mais numa encruzilhada, com as calças na mão no que diz respeito ao caso Moderna. Ao mesmo tempo, perguntava a si mesmo porque razão o seu irmão Miguel Portas não quis guardar um Jaguar na sua garagem, com medo que o confundissem com um deputado do Partido Socialista. Legítimo, no mínimo...

Enquanto isso, o dinossauro político ao qual dão mais importância os media nacionais - logo a seguir ao Carlos Carvalhas - passou grande parte do ano de 2003 a tentar soletrar o nome da sua futura nora belga (?), actualmente já com o estatuto de mãe do seu neto mais pequeno. Aceite ou não pelo avô, isso já é outra questão que curiosamente nunca ninguém trouxe à baila. Tudo isto claro com a ajuda da sua esposa Maria Barroso Soares que entretanto tinha sido obrigada a bater com a porta da Cruz Vermelha com uma ligeira palmadinha nas costas de Paulo Portas. Quem mais poderia ser?

Com vidas tão monótonas, estes dois pensadores da política portuguesa voltaram hoje à carga, depois de um silêncio que já durava desde o dia 1 de Fevereiro (longe ainda do recorde atingido a 12 de Dezembro, quando os dois celebraram 132 dias sem uma única troca de piropos políticos). Portas desafiou Soares para um debate. Soares desconfiou da oferta e mandou-o passear. Confesso que seria interessante de assistir e com certeza as televisões não se importavam de abrir os cordões à bolsa para um espectáculo digno desse nome. Ao fim e ao cabo o Marco Paulo também já teve o seu programa de televisão...

P.

segunda-feira, março 08, 2004

DIA DE TODAS AS MULHERES
Reparei agora que hoje é 'Dia da Mulher'. Lugar comum ou não, e aproveitando o facto de que estou aqui, queria registar o dia e mandar um beijinho para todas as mulheres que enchem a minha vida. Para não ser egoísta mando também um beijinho para aquelas que não enchem a minha vida, mas enchem a vida das outras pessoas.

Estava na dúvida se mandava um beijinho à Manuela Ferreira Leite ou não. Depois pensei na Odete Santos e no José Castelo Branco e cheguei à conclusão de que afinal até gosto da Manuela Ferreira Leite. Um beijinho para ela também - ah, e já agora depois não se esqueça de mim quando for altura dos perdões fiscais. Eu queria reservar três em meu nome. Acha que é cedo de mais?

P.

DURÃO NO BRASIL À PROCURA DE FÁTIMA
Amanhã Durão Barroso inicia a sua visita ao Brasil - e não, desta vez não vai de férias. Em representação do Estado português, o nosso primeiro-ministro desloca-se ao continente sul-americano para cimentar as relações com um povo que tem em noventa por cento dos seus cidadãos um indivíduo com laços familiares a portugueses (onde claramente se incluem todos os actores das telenovelas brasileiras).

Mas adiante... Para além de todo o protocolo inerente a estas deslocações aqui no blog soubemos de fonte segura que Durão Barroso tem envidado todos os esforços possíveis e imaginários para ser recebido numa reunião por Fátima Felgueiras. Ao que parece a tarefa não tem sido nada facilitada pelo facto da autarca de Felgueiras ter os seus dias extremamente ocupados - a fazer lembrar o famoso vidente professor Bafana Kundu.

O método preferido de Fátima é a vídeoconferência e nos últimos dias tem estado bastante atarefada recebendo várias vezes ao dia Avelino Ferreira Torres. Consta que Ferro Rodrigues também consulta regularmente Fátima de modo a confirmar a escolha exacta de Sousa Franco para as europeias: já para não falar dos arguidos do processo Casa Pia que todos os dias apelam à sabedoria de Fátima para saberem um pouco mais do destino negro que 'alegadamente' os espera.

Um conselho a Durão Barroso diz-lhe que a persistência pode ser a chave do sucesso. Basta fazer passar-se por burlão, vigarista, criminoso, dirigente de futebol, ex-autarca ou padre assassino (compreendemos a dificuldade de encarnar estes papéis, mas há que tentar tudo...) e pode ser que Fátima o encaixe numa qualquer desistência de última hora! Boa sorte senhor primeiro ministro...

P.

EU APOSTO NO MONTEIRO
Manuel Monteiro é insuportável! Não pelo ar amarelo que sempre ostenta em público - e desconfio que também em privado. Mas sim porque não pára quieto. O primeiro sinal foi dado com aquela história infeliz e recalcada da 'Nova Democracia' que felizmente parece ter apenas uma perna para andar.

Ontem, no telejornal lá estava ele. Descarado, o Manuel pensava que ninguém ia dar por ele, mas a mim não me enganou. Será que alguém acredita que no nascimento do novo partido 'Movimento pelo Doente' não há mão do Monteiro? Pelo amor da Santa, está na cara que estamos perante mais uma investida do maior pesadelo de Paulo Portas! Não adianta dizerem que o presidente eleito deste movimento tem o nome de Vitorino Brandão! Só acredita quem é ingénuo...

Aposto o que quiserem que a primeira aposta deste 'Movimento pelo Doente' - depois da corrida às próximas europeias (????) - será a favor dos ex-combatentes do Ultramar que com certeza ainda devem ter umas contas a ajustar com o Ministério da Defesa, que por coincidência tem em Paulo Portas a sua figura maior. Vamos esperar para ver...

P.

ATÉ SEMPRE FÁTIMA!
Confesso que começo a ficar com a consciência pesada. Depois de ter 'denunciado' alguns dados importantes para a resolução do crime do Marco de Canaveses, então não é que começaram a prender alguns ex-presidentes de câmaras municipais...

Sinceramente acho tudo isto muito injusto. Não só pelo facto de Avelino Ferreira Torres continuar com o seu império de autarca intocável - aproveitando ainda para desancar tudo o que é pivot televisivo no nosso panorama audiovisual - mas mais ainda pela Fátima Felgueiras.

Depois de uma semana exaustiva em que desfilou no Carnaval do Rio de Janeiro em representação da associação filarmónica de Felgueiras - que este ano teve uma comitiva especial na maior festa brasileira paga com dinheiros da autarquia inseridos no programa de desenvolvimento cultural da cidade - a Fati enfrenta agora em tempo de repouso um dilema levado da breca.

Ora bem. Segundo se diz a senhora ainda é a presidente da Câmara Municipal de Felgueiras. Logo, estando acusada ou não, é melhor não vir. Quando deixasse de o ser talvez fosse uma boa altura para regressar. Mas se calhar é melhor não, visto que começaram agora a prender os ex-autarcas. Resultado... segundo fontes próximas da Fati que não o seu advogado brasileiro que em tempos foi visto a passear sob o sol das Docas de Alcântara, parece que a senhora já procura residência fixe na barra da Tijuca, estando já a fechar as suas contas no hotel de cinco estrelas que tem vindo a habitar desde que abandonou Portugal por motivos de trabalho. A título de curiosidade, mas ainda longe da sua real concretização, corre o boato de que os habitantes de Felgueiras preparam um abaixo-assinado pedindo a transferência da sua cidade para o continente sul-americano - mais precisamente no Brasil, imagine-se...

E agora, quem é que apanha Fátima? Acho que já era tempo de perdoarmos o Padre Frederico... podia ser bastante útil!

P.

terça-feira, março 02, 2004

UM 'MARCO' EXEMPLAR
Ontem quando escrevia o último post estava longe de imaginar o que se viria a passar no seguimento da atitude exemplar do autarca máximo do Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres. No Jornal Nacional da TVI - onde mais poderia ser? - o cromo do último fim-de-semana resolveu vir a público tentar explicar o comportamento bárbaro demonstrado na véspera num relvado de futebol ao qual não tinha o devido acesso (nem mesmo por ter o seu nome inscrito na porta principal do referido recinto).

Segundo o presidente da câmara, nunca no decorrer do vandalismo por ele protagonizado incitou a actos de violência - reforçando mesmo que voltaria a fazer a repetir a graça, mudando apenas os destinatários dos seus pontapés desajeitados. Indo mais longe, confessou ainda não perceber porque razão alguém (neste caso a branda Manuela Moura Guedes, que hoje não esteve nos seus melhores dias, talvez pela distância que os separava na emissão em directo), sugeria a possibilidade de ele, Avelino Ferreira Torres, ser detido pelo guarda da GNR que 'escoltou' toda a sua indignação. E realmente tem a sua lógica: alguém no seu perfeito juízo daria ordem de prisão ao presidente da câmara que, por acaso, em 2004 comemora o 11º aniversário como titular da pasta? Eu também acho que não, e se estivesse no seu lugar, afirmaria o mesmo da mesma forma descarada.

Repito (e correndo o risco de me confundirem com o José Mourinho), por menos, em Inglaterra cidadãos anónimos que apenas invadem campos de futebol tal como vieram ao mundo são detidos para identificação. E isto é o mínimo! Agora imaginem um murcão do mais idiota e patético que pode existir, ainda para mais presidente de câmara, a ser detido por um guarda da GNR. Está ainda por nascer o oficial pançudo que se arriscaria a tanto...

Eu pelo menos, encerro o assunto de consciência tranquila, dando o contributo para que seja feita justiça o mais rapidamente possível.

Câmara Municipal do Marco de Canaveses
Largo Sacadura Cabral
4630-219 Marco de Canaveses

A morada da autarquia está aqui caso alguém com competências para isso queira actuar em conformidade com a sociedade democrática em que vivemos. Se antes de irem quiserem saber se o presidente Avelino está por lá, o telefone é o 255 538 800. Boa sorte e não tenham medo... o mínimo que pode acontecer é levarem um pontapé no rabo. Seus maricas!!!

P.

segunda-feira, março 01, 2004

Ó AVELINO ONDE É QUE ANDAVAS?
Esta tarde Avelino Ferreira Torres, o digníssimo presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, voltou a dar um ar da sua enorme graça num claro sinal de querer marcar o seu lugar neste universo autárquico que invariavelmente tem sido marcado pelo histórico Alberto João Jardim e a não menos clássica Fátima Felgueiras. Não num qualquer palco político, mas sim num campo de futebol, num encontro entre o FC Marco e o Santa Clara a contar para a Liga de Honra.

Não! Avelino não reviveu os seus tempos de juventude calçando um par de chuteiras: resolveu antes demonstrar a sua revolta contra a actuação do árbitro. Não! Também não foi da bancada presidencial do estádio que, por acaso, tem o seu próprio nome. Avelino desceu ao relvado, às traseiras do banco de suplentes do Marco, e daí ao descontrolo total foi um pequeno passo que nos próximos dias, se Deus quiser, levará a profundas reflexões nos mais variados campos da nossa sociedade.

Empurrado pelo mediatismo do nosso 'Veli' fui dar com o site da Câmara Municipal do Marco, desde logo procurando a figura do presidente. Mais do que a pose de estadista relaxado encontrei também a folha de serviços do 'Torres', descobrindo que a entrada do descontrolado Avelino na autarquia aconteceu como vereador no distante ano de 1980. Em 1983 a sua esposa passou a poder entrar no cabeleireiro com o estatuto de primeira dama do Marco de Canaveses, usando e abusando desse privilégio até aos dias de hoje - isto partindo do princípio que o Dr. Avelino Ferreira Torres é casado (não se pode descobrir tudo em cinco minutos, peço desculpa!). Pois bem, as minhas contas dão um total de dez anos como presidente da câmara, mais três como vereador. Como andará a célebre discussão da redução do número de mandatos dos presidentes de câmara? Primeira reflexão.


O Avelino Sereno

No campo desportivo, e em ano de Euro 2004, o comissário da UEFA, Ernie Walker, deve estar neste momento a perguntar ao seu correspondente em Portugal como é possível um elemento estranho ao jogo invadir daquela maneira uma zona reservada aos verdadeiros cromos da bola? E mais, como se admite que depois de quase entrar no terreno de jogo, o mesmo elemento tenha permanentemente colado a si um agente da GNR que nada faz para resolver a situação? Por muito menos, homens e mulheres todos nus foram detidos em Inglaterra depois de invadirem e perturbarem um jogo de futebol! Por muito menos, líderes de claques de clubes de futebol foram detidos para identificação por terem 'caído' da bancada!

O Avelino - que apesar de ser presidente da Assembleia Geral da Rádio Marcoense desconfio que não estaria ali num apontamento de reportagem radiofónica - não contente com o seu estatuto de 'invasor' ainda se deu ao luxo de pontapear os instrumentos de trabalho do quarto árbitro, sem sequer ser admoestado pelo árbitro da partida com a respectiva sanção disciplinar. Sem querer roubar protagonismo ao Dias da Cunha, quero agora ver como é que o sistema vai lidar com esta situação! Se é que vai haver algum tipo de reacção...

Como se tudo isto não bastasse, o senhor Ferreira corre ainda o risco de que alguns jornalistas resolvam desenterrar novamente as suspeitas dos crimes de peculato e de abuso de poder que não raras vezes foram já imputadas à sua ilustre e insuspeita personalidade. Pelo sim, pelo não, Fátima Felgueiras já convocou uma conferência de imprensa para anunciar a abertura de uma residencial muito discreta em terras do nordeste brasileiro, revelando o nome do seu primeiro convidado de honra... Avelino Ferreira Torres. Boa viagem!

P.

sábado, fevereiro 28, 2004

UMA GUERRA ENTRE IGUAIS
Nos últimos meses o panorama da imprensa escrita ao nivel desportivo tem vivido dias agitados no que diz respeito a descobrir quem vende mais jornais, e imagine-se, qual o conjunto de folhas que mais leituras suscita na população portuguesa. Como era de prever os distintos 'Record' e a 'A Bola' dispendem por vezes algumas linhas a vangloriarem-se de que quem lidera é um, ao passo que o adversário defende-se dizendo que a liderança é sua: curioso é que ambos apresentam números que agora não vêm aqui acrescentar nada de importante.

O mais engraçado nestas duas redacções que agora se digladiam prende-se com uma coincidência revelada em finais do ano 2003, quando os dois jornais fizeram as pazes sem sequer darem por isso. No mesmo dia (24 de Novembro) as edições dos dois diários desportivos davam a mesma notícia, com a particularidade do título ser muito semelhante às duas - sim, falta um 'de' e o rigor obriga-nos a esta referência. A única conclusão que daqui podemos tirar é que a escola das duas redacções foi a mesma. Será que são assim tão diferentes um do outro? Ou isso, ou algum jornalista anda a dar uma no cravo e outra na ferradura, e ainda ninguém descobriu? Vamos esperar pelas próximas estatísticas...


A BOLA


RECORD

P.

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

OS 'PUTOS' ENCONTRARAM-SE
Ao fim de alguns anos - sim, não é exagerado dizê-lo - os 'putos' voltaram a encontrar-se. Não por alguma razão especial, apenas porque surgiu finalmente a oportunidade. O R. porque foi operado recentemente ao apêndice (do qual diz que tem imensas saudades) e a P. porque estava em rescaldo de uma viagem ao Brasil de férias, de onde voltou com umas manchas um bocado estranhas (espero que já tenham passado...). Eu porque consegui sair um bocadinho mais cedo do trabalho para ir ter com eles e ter pela 15ª vez num só dia, uma pessoa a puxar-me a gravata como quem aperta a bochecha a uma criança (que nervos!!!).

Pois bem, já não nos víamos juntos há algum tempo... mais propriamente desde que eles sairam da universidade. Sim, porque eu gostei tanto daquilo que decidi ficar por lá mais um ano lectivo. Habituados desde essa altura a estarmos juntos quase todos os dias adorei o lanche (só foi pena ter sido num centro comercial e não ter conseguido comer mais chocolate e baunilha do crepe que a P. fez questão de dividir comigo, deixando-me o morango artificial todo para mim...). E já agora, foi ainda melhor descobrir que todos andamos contentes da vida com aquilo que estamos a fazer.

O R. prepara-se para assumir no próximo triénio a sua posição de magnata da publicidade nacional. A ver pela quantidade de vezes que o seu telemóvel tocou no espaço de uma hora, e estando ele de baixa por incapacidade física, o futuro dele promete ser brilhante. Se por alguma razão não for, tem sempre a hipótese de se tornar num guia turístico da noite. Sejam discotecas ou bares, todas as comunidades o R. trata por tu, estando a trabalhar afincadamente na sua afirmação junto da comunidade africana residente em Portugal. O futuro para ele não é problema...By the way, ele está a trabalhar numa filial qualquer da 'LeoBurnett'. Se procurarem bem no site pode ser que encontrem a cara dele...

A P. depois da intensa aventura na produção desse mega-sucesso televisivo que foi o 'Ídolos', sendo que pelo meio foi fazendo umas perninhas no 'Preço Certo em Euros', prepara-se agora para um novo concurso relacionado com modelos, misses ou algo do género. Sinceramente não percebi, mas deu para ver que anda contente com o trabalho dela - ao mesmo tempo que aproveita para sondar um lugarzinho na concorrência. É que ela é muito amiga do Francisco que venceu a 'Operação Triunfo 2' e depois de ter ido assistir a várias galas do jovem forcado, quem sabe se não apanha uma vaga qualquer nos bastidores do programa. Era capaz de ser giro... mas isto sou apenas eu a deitar veneno!

Resumindo e concluindo estamos todos numa boa, cheios de trabalho e coisas novas para fazer. As minhas não posso contar porque ainda são segredo e não convém revelar antes da hora. Já agora aproveito para informar que hoje pela primeira vez coloquei uma fotografia online (dos 'Putos', claro!). Não, não foi sozinho - a SM ajudou-me e muito, e prometo que assim que conseguir inserir links numa das colunas aqui ao lado, o dela estará entre os primeiros. Para já fica aqui no meio o hyperlink para 'As Cacas'.



Os créditos da fotografia são do R. que mesmo a curar a cicatriz do apêndice conseguiu esticar o braço para tirar a fotografia. R., obrigado por mais uma prova da tua amizade!!!

P.

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

FERRO'S LAST CHANCE
Andei meses e meses a tentar fugir desta evidência mas parece que hoje, dia 22 de Fevereiro, vou ser obrigado a render-me perante tão negra realidade - mais preocupante ainda é que não serei só eu. Todos nós portugueses temos de nos unir e gritar bem alto: «Ferro Rodrigues aproveita a tua última oportunidade! Se queres mesmo ser primeiro ministro de Portugal na mesma altura em que o Santana Lopes for presidente da República, não podes deixar passar em claro esta benesse!!!»

Pois é meus amigos, a cadela de George W. Bush faleceu ontem quando brincava nos jardins da Casa Branca. Segundo fontes oficiais, transcritas num comunicado oficial do presidente, o chefe de estado norte-americano e toda a sua família estão a sofrer bastante com o desaparecimento da canina 'Spot'.

E onde entra aqui Ferro Rodrigues? Ao que parece o ainda líder do Partido Socialista vai já a caminho de Washington onde tem audiência marcada com o filho de George Bush - isto claro, depois de ter pedido autorização a Jorge Coelho e Manuel Maria Carrilho para se ausentar, depois de estes falado com António Vitorino sobre o assunto, e só depois deste ter telefonado a António Guterres...

Mas porquê Ferro Rodrigues? Podia ter ido Guterres directamente, ou até mesmo Mário Soares que assim aproveitava para mostrar a capital norte-americana ao seu mais recente neto. Mas não! Foi Ferro, pois foi ele que há meses perdeu o seu fiel amigo, Gastão. É certo que passado uns dias o bicho deu à costa, mas de certeza que Ferro chegou a temer o pior...daí que seja ele a pessoa indicada para dar o ombro amigo a George W. Bush. Com esta aproximação de conveniência Ferro Rodrigues garante desde já o apoio de Bush júnior para as próximas legislativas - que entretanto já estava apalavrado com Durão Barroso para aparecer de surpresa no derradeiro comício do próximo acto eleitoral.
É caso para dizer que há males que vêm por bem... ou com o mal dos outros posso eu bem... e por aí fora!

P.

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